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CASA DO CONCELHO DA PAMPILHOSA VAI ORGANIZAR 1.º ENCONTRO DE JURISTAS
Artigo 3
Artigo 2
Artigo 1
1.º ENCONTRO DE JURISTAS PAMPILHOSENSES É JÁ
NO PRÓXIMO MÊS
António
Amaro Rosa
A
delinquência juvenil, a protecção de menores e a criminalidade em
Pampilhosa da Serra são os temas das duas comunicações locais que vão
ser apresentadas no 1.º Encontro de Juristas de Pampilhosa da Serra, a
realizar já a 13 e 14 de Setembro, naquela vila da Beira Serra.
Atendendo ao facto do
encontro, que está a ser organizado pela Casa do Concelho de Pampilhosa
da Serra, pretender dar a conhecer a realidade de quem vive e trabalha na
comarca judicial pampilhosense 365 dias por ano, foram convidados dois
oradores a fim apresentarem outros tantos breves trabalhos ligados à temática
da aplicação local da justiça. Desta forma, responderam positivamente
ao desafio lançado pela Comissão Organizadora do encontro os oradores
Pedro Branquinho Ferreira Dias, Procurador
da República na Procuradoria-Geral Distrital junto do Tribunal da Relação
de Coimbra, e Mónica Bastos Dias, Juíza de Direito nos
Tribunais de Arganil e Pampilhosa da Serra.
As inscrições para o
encontro estão a decorrer a bom ritmo, sinal demonstrativo de que o vasto
e ambicioso programa do encontro está a suscitar o interesse de todos os
participantes. Com o início do mês de Julho foram abertas as inscrições
para todos os juristas e operadores judiciários das comarcas judiciais
limítrofes à comarca pampilhosense ou com as quais esta tem fortes
afinidades histórico-administrativas (Arganil, Covilhã, Fundão,
Oleiros, Figueiró dos Vinhos, Sertã e Lousã), uma vez que o encontro em
causa pretende criar uma jornada de trabalho e de convívio não só entre
juristas naturais e descendentes do nosso concelho, mas também entre os
diferentes operadores judiciários pampilhosenses e os demais operadores
das comarcas judiciais limítrofes.
Como
tal, a comissão do 1.º Encontro de Juristas de Pampilhosa da Serra
recomenda a todos os juristas e operadores judiciários pampilhosenses que
procedam à sua inscrição com maior brevidade possível, atendendo à
lotação do auditório composto por apenas 180 lugares. Todos os
interessados em participar no encontro deverão contactar António Amaro
Rosa (antoniorosa@netcabo.pt), César Oliveira (cesar.oliveira@millenniumbcp.pt)
ou João Ramos (almouro@hotmail.com).
Igualmente
presentes no encontro estarão várias instituições judiciais
portuguesas, como o Supremo Tribunal, na pessoa do seu Vice-Presidente,
António Henriques Gaspar; a Ordem dos Advogados Portugueses, na pessoa do
seu Bastonário e do Presidente do Conselho Distrital de Coimbra,
respectivamente António Marinho Pinto e Daniel Andrade; e a
Procuradoria-Geral Distrital de Coimbra.
O
1.º Encontro de Juristas de Pampilhosa da Serra conta com o apoio da Câmara
Municipal de Pampilhosa da Serra que decidiu apoiar esta iniciativa através
da cedência do auditório municipal e da oferta dos almoços, durante os
dois dias do encontro, a todos os oradores, convidados e participantes,
que, desta forma, poderão também conhecer a gastronomia regional
Enquanto
esperamos pelos dias 13 e 14 de Setembro, não só vamos dar a conhecer ao
público o perfil e o trajecto dos últimos oradores convidados, como também
alguns comentários entretanto recebidos pela Comissão Organizadora e que
retratam bem a expectativa em torno do evento que, certamente, vai marcar
o panorama judicial da Beira Serra em 2008.
“Delinquência
juvenil e protecção dos menores”,
por Pedro Branquinho Ferreira
Dias
Pedro
Branquinho Dias é natural de Coimbra, cidade onde se
licenciou pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra em 1980.
É
Magistrado do Ministério Público há 22 anos, exercendo actualmente as
funções de Procurador da República na Procuradoria-Geral Distrital
junto do Tribunal da Relação de Coimbra. Prestou
funções de Delegado do Procurador da República nas comarcas de Oeiras
(estágio), Fronteira, Anadia, Montemor-o-Velho, Figueira da Foz e
Coimbra.
Foi
docente, em comissão de serviço, no Centro de Estudos Judiciários nos
anos de 1998 a 2003. Foi ainda docente convidado dos 7.º, 8.º, 9.º, 10.º,
11.º e 12.º Cursos de Pós-Graduação "Protecção de Menores
– Prof. Doutor F.M. Pereira Coelho", do Centro de Direito de Família
da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.
Tem
vasta participação em encontros e colóquios nacionais e internacionais,
nomeadamente da área do Direito do Ambiente.
É
autor de vários artigos e estudos publicados em revistas jurídicas da
especialidade sobre temas de Direito Penal, Direito Civil, Interesses
Difusos e Direito de Família e Menores,
designadamente na “Revista do Ministério Público” (desde 1987)
e “Lex
Familiae”. É autor
do livro "O Dano Moral na Doutrina e na Jurisprudência",
publicado em 2001 pela editora Almedina.
“Crime
e castigo nas serras da Pampilhosa”,
por Mónica
Maria Bastos Dias
Mónica
Bastos Dias nasceu em Moçambique em 1971.
Cursou Direito entre 1989
e 1994 na Faculdade de Direito de Lisboa. Obteve ainda uma pós-graduação
em Estudos Europeus – Dominante Jurídica (15.º Curso, em 1994/1995),
pelo Centro de Estudos Europeus da Universidade Católica Portuguesa de
Lisboa.
Seguiu-se o estágio de
advocacia, que concluiu em Julho de 1996. No ano seguinte ingressa no
Centro de Estudos Judiciários como Auditora de Justiça. Em 1995 e 1996
colaborou com a Delegação do Alto Comissariado das Nações Unidas para
os Refugiados em Lisboa e com o Conselho Português para os Refugiados.
Tomou posse em Setembro de
1998 como Juíza de Direito, em regime de estágio. Em Junho do ano
seguinte toma posse como Juíza de Direito, passando a exercer funções
de Juíza Auxiliar no 3.º Juízo Criminal de Coimbra. A comarca judicial
de Santa Cruz da Graciosa (Ilha Graciosa, Açores) foi a sua 1.ª colocação
num Tribunal de 1.º Acesso. Em 2000 transfere-se para o Tribunal Judicial
da Comarca de Tábua e a partir de Fevereiro de 2001 exerce funções de
Juíza de Direito nos Tribunais de Arganil e Pampilhosa da Serra, em
regime de agregação.
Participou, desde 1995 até
esta data, em diversos congressos e seminários,
a saber:
·
Reunião
sobre o Regime Jurídico do Asilo em Portugal (1995);
·
Sessão sobre o tema “A
Política Comercial Comum
após o Uruguai Round”, na Universidade Católica
Portuguesa (1995);
·
Sessão sobre o tema “O
Papel do Parlamento Europeu
na Conferência Intergovernamental de 1996”, na Universidade Católica
Portuguesa (1995)
·
Oradora convidada no debate “Saídas Profissionais”, na Faculdade de Direito do Porto
(1997);
·
“1.º
Curso Jurídico de Regulação Económica”, na Faculdade de
Direito de Lisboa (2005);
·
“7.º
Congresso dos Juízes Portugueses – Justiça:
Garantia do Estado de Direito” (2005);
·
Interveniente no debate “Reorganização
do Mapa Judiciário” Centro de Estudos Sociais da Faculdade de
Economia da Universidade de Coimbra (2005);
·
Seminário “Os
Tribunais, o Direito Europeu da Concorrência e os Consumidores”
(2006);
·
“2.º Curso
Jurídico de Regulação Económica”, na Faculdade de Direito de
Lisboa (2006);
·
Seminário sob o tema “Das
Insolvências”, no Centro de Estudos Judiciários (2007);
·
Seminário sob o tema “Problemáticas
Relativas aos Acidentes de Viação – Produção e Valoração da Prova”,
na Faculdade de Direito de Lisboa (2007);
·
“Jornadas
sobre a Revisão do Código Penal”, no Fórum Lisboa (2007);
·
“Jornadas
sobre a Revisão do Código de Processo Penal”, na Universidade
de Coimbra (2007).
Publicou
no “Boletim Informação &
Debate” (4.ª série, n.º 7, em Janeiro de 2006), da Associação
Sindical dos Juízes Portugueses, o artigo “Dependência
ou Independência dos Juízes?”, proferido no “7.º Congresso dos Juízes Portugueses”.
COMENTÁRIOS
RECEBIDOS PELA ORGANIZAÇÃO
Agradeço, desde já, o convite
que me foi dirigido para participar no "1.º Encontro de Juristas
de Pampilhosa da Serra"; iniciativa essa que considero ser
extremamente enriquecedora para o nosso concelho e para a comarca de
Pampilhosa da Serra, pois, segundo creio, por intermédio da
confraternização, da trocas de ideias e experiências entre
colegas advogados, juízes e magistrados do Ministério Público,
naturais e descendentes do nosso concelho, transportar-se-á para
o meio judiciário português, a força, determinação e honestidade
que caracterizam as gentes da nossa terra. Assim, os meus sinceros parabéns
por tal iniciativa. (advogada descendente de pampilhosenses)
Caros Colegas, recebi a vossa
comunicação dando conta da realização do “1º Encontro de Juristas
de Pampilhosa da Serra”. Porque me considero um cidadão e um jurista
desta região, na qual se inclui Pampilhosa da Serra, concelho ao qual
estou ligado profissional e afectivamente desde há muitos anos, tenho
todo o gosto em participar activamente nesse evento. De resto, como sou
operador judiciário na comarca de Pampilhosa da Serra desde há 30 anos
sinto o dever de responder positivamente ao vosso convite. Da mesma e
dada a sua relevância me encarregarei de dar a devida divulgação.
Parabéns pela vossa iniciativa. (advogado arganilense)
Tomei
conhecimento, pelo e-mail que me enviou, do projecto de reunir, num
encontro de trabalho e reflexão (em Setembro do próximo ano), os
juristas pampilhosenses, em que estou incluído. Acho a ideia pertinente
e útil, dando oportunidade de se revelar a faceta algo rica de um
concelho pobre. (jurista
pampilhosense)
Iniciativas
destas têm muito interesse, pois face a um poder central tão pouco
motivado para salvar o interior do país da desertificação, mostram
pelo menos que a região existe e tem dinâmica própria.
(jurista descendente de pampilhosenses)
Aproveito a oportunidade para o
felicitar pela realização desta iniciativa, que reputo da maior importância
e actualidade. (Chefe de Gabinete do Secretário de
Estado-Adjunto e da Justiça)
Oradores
e temas do “1.º Encontro de Juristas de Pampilhosa da Serra”
COMUNICAÇÕES
GERAIS:
"A produção de prova em julgamento nos
crimes fiscais e na corrupção",
por Ana Maria Barata de Brito (a
oradora nasceu na vila de Pampilhosa da Serra em 1959, sendo actualmente
Juíza Desembargadora no Tribunal da Relação de Lisboa e docente no
Centro de Estudos Judiciários)
“A desigualdade dos Municípios e dos munícipes
portugueses perante a Lei das Finanças Locais”, por Benjamim Silva
Rodrigues (o orador nasceu na
aldeia de Folgares em 1945, sendo actualmente Juiz Conselheiro no Tribunal Constitucional)
“Declaração
de nulidade do casamento canónico pelos tribunais eclesiásticos e
aceitação das sentenças na ordem jurídica civil”, por Eurico Dias
Nogueira (o
orador nasceu em Dornelas do Zêzere em 1923, sendo actualmente Juiz no
Tribunal Eclesiástico Diocesano de Braga)
“Juristas setecentistas e oitocentistas com
ligação à freguesia de Dornelas”,
José Artur Anes Duarte Nogueira (o
orador nasceu em África do Sul em 1954, mas tem raízes em Dornelas do
Zêzere, sendo actualmente Advogado e docente na Faculdade de Direito de
Lisboa e na Universidade Lusíada, em Lisboa)
“Novo
Regime Processual Civil Experimental”, por Luís Filipe Brites
Lameiras (o
orador nasceu em Lisboa em 1964, mas tem raízes em Aldeia Cimeira,
sendo actualmente Juiz de Direito na 8.ª Vara Cível da Comarca de
Lisboa e docente no Centro de Estudos Judiciários)
“O
Cânone Constitucional Português” por Vasco Rodrigo Duarte de Almeida
(o
orador nasceu na Figueira da Foz em 1966, mas tem raízes nas aldeias da
Póvoa e Pescanseco do Meio, sendo actualmente Advogado, docente na
Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e membro da Comissão
Nacional de Protecção de Dados)
COMUNICAÇÕES
LOCAIS:
“Crime
e Castigo nas serras da Pampilhosa”
– por Mónica Bastos Dias (Tribunal Judicial da Comarca de Pampilhosa
da Serra)
“Delinquência
juvenil e protecção dos menores”
– por Pedro Branquinho Ferreira Dias (Procuradoria-Geral Distrital de
Coimbra)
JURISTAS PAMPILHOSENSES VÃO ENCONTRAR-SE NA
VILA A 13 E 14 DE SETEMBRO
2
Prossegue a bom
ritmo a organização do “1.º Encontro de Juristas de Pampilhosa da
Serra”, agendado para os dias 13 e 14 de Setembro (fim-de-semana), no
auditório municipal do Edifício Multiusos “Monsenhor Nunes Pereira”,
na vila de Pampilhosa da Serra. Com efeito, delineadas que estão as
principais comunicações e os oradores que acederam ao desafio proposto
pela organização, esta tem registado várias inscrições de juristas
pampilhosenses e descendentes de pampilhosenses, assim como de alguns
operadores judiciários ligados à comarca judicial de Pampilhosa da
Serra.
As primeiras reacções
têm sido muito positivas, pois várias têm sido as pessoas e entidades
judiciais que se mostraram não só agradadas com a original iniciativa
pampilhosense, como ainda incentivaram a sua prossecução. Por outras
palavras, o “1.º Encontro de Juristas de Pampilhosa da Serra” parece
vir, assim, corresponder a um evento há muito ansiado pelos licenciados
em Direito pampilhosenses, mas que só agora irá ser levado a efeito pela
mão da Casa do Concelho de Pampilhosa da Serra.
Até ao momento já
confirmaram a sua presença no 1.º Encontro de Juristas o Vice-Presidente
do Supremo Tribunal de Justiça, o Procurador-Geral Distrital de Coimbra
(ou, em caso de força maior, do seu representante), a Juíza do Tribunal
Judicial de Pampilhosa da Serra, a Magistrada do Ministério Público de
Pampilhosa da Serra e o Presidente do Conselho Distrital de Coimbra da
Ordem dos Advogados.
Recorda-se que o
evento visa criar uma jornada de trabalho e de convívio não só entre juristas
naturais e descendentes do nosso concelho, ainda que de diferentes
gerações e de distintos quadrantes, mas também entre os diferentes operadores
judiciários pampilhosenses e os demais operadores das comarcas
judiciais limítrofes.
Para isso foram
elaboradas seis comunicações que irão ser apresentadas por juristas
naturais e descendentes de Pampilhosa da Serra, às quais acrescerão duas
outras comunicações locais, ou seja, duas intervenções relativas à própria
comarca judicial de Pampilhosa da Serra, no sentido de melhor conhecer a
realidade de quem lá vive e trabalha todo o ano.
Neste momento, a
Comissão Organizadora está em condições de poder avançar a informação
de que uma das comunicações locais terá por tema a delinquência
juvenil e a protecção dos menores, que será apresentada por um
magistrado do Ministério Público da Procuradoria Distrital de Coimbra,
sendo que a segunda locução terá por tema “Crime e Castigo nas Serras
da Pampilhosa”, a qual será apresentada por Mónica Bastos dias, Juíza
dos Tribunais Judiciais de Pampilhosa da Serra e de Arganil.
Atendendo à
limitação do auditório municipal (cerca de 200 lugares), a comissão
organizadora vai reservar a 1.ª fase de inscrições não só para os
licenciados em Direito ou operadores judiciários, nascidos no concelho de
Pampilhosa da Serra ou descendentes de pampilhosenses, como também para
os operadores judiciários (magistrados, advogados e solicitadores) que
laboram na nossa comarca judicial.
Assim sendo,
todos os interessados em participar no referido encontro e que reúnam
estas condições devem fazer sua inscrição até 30 de Junho, mediante o
pagamento de uma taxa de inscrição no valor de sete euros por cada dia
pretendido. Posteriormente a esta data limite, o encontro irá ser
alargado às comarcas judiciais limítrofes, o que se poderá traduzir na
falta de lugares disponíveis para os juristas pampilhosenses ou deles
descendentes. A Comissão Organizadora é integrada por António Amaro
Rosa (antoniorosa@netcabo.pt), César Oliveira (tiagofmo@gmail.com) e João Ramos (almouro@hotmail.com), elementos aos quais
devem ser dirigidas todas as inscrições ou pedidos de esclarecimento.
Enquanto o
encontro não tem lugar, vamos dando a conhecer os temas e o perfil dos
oradores que foram convidados para um original encontro que pretende
definitivamente marcar o panorama judicial da zona da Beira Serra e
demonstrar que a discussão dos grandes temas jurídicos da actualidade
também pode ter lugar no Interior do país.
"A produção de prova em julgamento nos
crimes fiscais e na corrupção",
por Ana Maria Barata de Brito (Juíza Desembargadora)
A
única oradora do “1.º Encontro de Juristas de Pampilhosa da Serra”
nasceu na vila pampilhosense no ano de 1959. Concluiu a 19 de Julho de
1982 a licenciatura em Direito pela Faculdade de Ciências Humanas da
Universidade Católica Portuguesa (1.º curso de Direito). Frequentou
como auditora de justiça o 4.º Curso Especial de Formação da
Magistratura Judicial, no Centro de Estudos Judiciários, no ano lectivo
de 1983/1984. Entre Outubro de 1984 e Abril de 1986 estagiou em regime
de pré-afectação no Tribunal Judicial de Oeiras.
Uma
vez concluído o seu estágio, foi nomeada juíza de direito, cargo que
exerceu nos seguintes tribunais: 1.º Juízo de Instrução Criminal de
Vila Nova de Gaia; Tribunal de Instrução Criminal de Setúbal; 1.º Juízo
Criminal de Lisboa, de Dezembro de 1988 a Dezembro de 1993; 1.ª Vara
Criminal de Lisboa; 2.ª Vara Criminal de Lisboa, onde se manteve até
ser destacada como auxiliar, com a classificação de serviço de
“Muito Bom”, para o Tribunal da Relação de Lisboa, onde se
encontra em exercício de funções.
Frequentou
acções de formação, no âmbito da formação permanente, no Centro
de Estudos Judiciários, e aí integrou também júris das provas orais
de ingresso nos cursos de formação de magistrados, sempre na área do
Direito Penal e do Direito Processual Penal. Durante o ano lectivo de
2006/2007 foi formadora no Centro de Estudos Judiciários nas
disciplinas de Temas de Direito e de Processo Penal e Ética e
Deontologia
(FONTE
– www.cej.pt)
“A desigualdade dos Municípios e dos munícipes
portugueses perante a Lei das Finanças Locais”, por Benjamim Silva
Rodrigues (Juiz Conselheiro)
O
orador nasceu na aldeia de Folgares (freguesia de Portela do Fojo,
concelho de Pampilhosa da Serra) corria o ano de 1945. Licenciou-se em
Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, com a
classificação de “Bom com distinção”. Posteriormente realizou
uma pós-graduação em Direito, na área de Ciências Jurídico-Políticas,
pela mesma faculdade.
Foi nomeado
Delegado do Procurador da República em 1972, exercendo funções,
sucessivamente, nas comarcas de Oliveira do Hospital (1972), Celorico da
Beira (1972-1973), Inspector da Polícia Judiciária de Lisboa (1973) e
Cascais (1974-1976). Em 1976 foi nomeado juiz de direito, tendo exercido
funções nas comarcas da Sertã e Oleiros (1977-1978) e Alcobaça
(1978-1986).
Em seguida foi
nomeado juiz do Tribunal Tributário de 1.ª Instância de Coimbra, em
1986. Mais tarde, em Novembro de 1991, foi nomeado juiz do Tribunal
Tributário de 2.ª Instância. Neste tribunal foi eleito seu
Vice-Presidente em Outubro de 1993. Dois meses mais tarde ascende à
categoria de juiz desembargador. Foi nomeado em comissão permanente de
serviço como juiz conselheiro da Secção de Contencioso Tributário do
Supremo Tribunal Administrativo em Novembro de 1994, tribunal onde foi
eleito (Outubro de 1997) e reeleito (2000) vice-presidente.
Foi membro
convidado do Conselho Nacional de Fiscalidade nos anos de 1997/2000. No
decurso do ano de 2000 Benjamim da Silva Rodrigues é nomeado juiz
conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça, em 2000, continuando em
comissão permanente de serviço como juiz conselheiro do Supremo
Tribunal Administrativo. Na preparação de reformas legislativas foi
nomeado: vogal da Comissão de Elaboração da Lei Geral Tributária;
vogal do Grupo de Trabalho de adequação dos códigos e leis dos
impostos à Lei Geral Tributária; e vogal da Comissão de revisão do
regime fiscal da família.
Desde
9 de Dezembro de 2002 que é juiz do Tribunal Constitucional, tendo sido
eleito por unanimidade pela Assembleia da República. É docente no
Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra na área
do Direito e Ciências Sociais.
É
autor de várias intervenções, conferências e das seguintes publicações
sobre diversos temas na área do direito tributário:
·
“O Sigilo Bancário e o Sigilo Fiscal” in
Sigilo Bancário, Instituto de
Direito Bancário, Edição Cosmos, 1997;
·
“A Tributação da Família” in
VII Jornadas de Contabilidade e
Auditoria, Volume II, 1998;
·
“A Lei Geral Tributária
anotada e comentada”, Diogo Leite de Campos, Benjamim Silva
Rodrigues e Jorge de Sousa, Vislis Editores;
·
“A Prescrição no Direito Tributário” in
Problemas Fundamentais do Direito
Tributário, Vislis Editores, 1999;
·
“Proporcionalidade de Progressividade no IRS” in
Estudos de Homenagem ao Conselheiro José Manuel Cardoso da Costa,
Coimbra Editora, 2003.
CASA DO CONCELHO DA PAMPILHOSA VAI ORGANIZAR 1.º ENCONTRO DE JURISTAS
1
A
Casa do Concelho de Pampilhosa da Serra está a organizar o “1.º
Encontro de Juristas de Pampilhosa da Serra”, o qual irá ter lugar nos
dias 13 e 14 de Setembro (fim-de-semana), no auditório municipal do Edifício
Multiusos “Monsenhor Nunes Pereira”, na vila de Pampilhosa da Serra.
Numa
altura em que a questão da Reforma do Mapa Judicial se encontra em
discussão, o encontro visa criar uma jornada de trabalho e de convívio não
só entre juristas naturais e
descendentes do nosso concelho, ainda que de diferentes gerações
e de distintos quadrantes, mas também entre os diferentes operadores
judiciários pampilhosenses e os demais operadores das comarcas
judiciais limítrofes.
Para
tanto, está já delineado um conjunto de seis comunicações que irão
ser apresentadas por juristas naturais e descendentes de Pampilhosa da
Serra, às quais acrescerão duas outras comunicações relativas à própria
comarca judicial de Pampilhosa da Serra, no sentido de melhor conhecer a
realidade de quem lá vive e trabalha (ver Quadro).
Atendendo
à limitação do auditório municipal (cerca de 200 lugares), a comissão
organizadora vai reservar a 1.ª fase de inscrições exclusivamente para
os licenciados em Direito ou operadores judiciários nascidos no concelho
de Pampilhosa da Serra ou descendentes de pampilhosenses e para os
operadores judiciários que laboram na comarca pampilhosense. Desta forma,
os interessados em participar no referido encontro e que reúnam estas
condições devem fazer sua inscrição até 30 de Junho, mediante o
pagamento de uma taxa de inscrição no valor de 7 euros por cada dia
pretendido.
Posteriormente
a esta data limite, o encontro irá ser alargado às comarcas judiciais
limítrofes, o que se poderá traduzir na falta de lugares disponíveis
para os juristas pampilhosenses ou deles descendentes.
A
comissão organizadora já iniciou a fase de promoção do evento junto de
diversos juristas e inclusivamente já endereçou convites a diversas
entidades oficiais para comparecerem ou se fazerem representar neste
original encontro. Assim, e até à data, foram convidados (por ordem
alfabética) o Presidente do Conselho Distrital de Coimbra da Ordem dos
Advogados; os Juízes de Direito e Magistrados do Ministério Público dos
tribunais de Pampilhosa da Serra, Arganil, Covilhã, Figueiró dos Vinhos,
Fundão, Lousã, Oleiros e Sertã; o Coordenador Técnico do Observatório
Permanente para a Justiça Portuguesa; o Bastonário da Ordem dos
Advogados; o Presidente da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra; o
Procurador-Geral Distrital de Coimbra; o Procurador-Geral da República; o
Reitor da Universidade de Coimbra; o Secretário de Estado-Adjunto e da
Justiça; o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça; o Presidente do
Tribunal Constitucional; e o Presidente do Tribunal da Relação de
Coimbra.
A
Comissão Organizadora é integrada por:
António
Rosa (antoniorosa@netcabo.pt),
César
Oliveira (cesar.oliveira@millenniumbcp.pt)
João
Ramos (almouro@hotmail.com)
PROGRAMA
Oradores
e temas do “1.º Encontro de Juristas de Pampilhosa da Serra”
"A
produção de prova em julgamento nos crimes fiscais e na corrupção",
por Ana Maria Barata de Brito
Ana
Brito nasceu na vila de Pampilhosa da Serra em 1959, sendo actualmente
Juíza Desembargadora no Tribunal da Relação de Lisboa e docente no
Centro de Estudos Judiciários
“A
desigualdade dos Municípios e dos munícipes portugueses perante a Lei
das Finanças Locais”, por Benjamim Silva Rodrigues
Benjamim
Rodrigues nasceu na aldeia de Folgares (freguesia de Portela do Fojo,
concelho de Pampilhosa da Serra) em 1945, sendo actualmente Juiz Conselheiro
no Tribunal Constitucional
“Declaração
de nulidade do casamento canónico pelos tribunais eclesiásticos e
aceitação das sentenças na ordem jurídica civil”, por Eurico Dias
Nogueira
Eurico
Nogueira, Bispo Emérito de Braga, nasceu em Dornelas do Zêzere
(concelho de Pampilhosa da Serra) em 1923, sendo actualmente juiz no
Tribunal Eclesiástico Diocesano de Braga.
“Juristas
setecentistas e oitocentistas com ligação à freguesia de Dornelas”,
José Artur Anes Duarte Nogueira
José
Nogueira nasceu em Durban (África do Sul) em 1954, mas tem raízes em
Dornelas do Zêzere (concelho de Pampilhosa da Serra), sendo actualmente
Advogado e docente na Faculdade de Direito de Lisboa e na Universidade
Lusíada, em Lisboa
“Novo
Regime Processual Civil Experimental”, por Luís Filipe Brites
Lameiras
Luís
Lameiras nasceu em Lisboa em 1964, mas tem raízes na Aldeia Cimeira
(freguesia e concelho de Pampilhosa da Serra), sendo actualmente Juiz de
Direito na 8.ª Vara Cível da Comarca de Lisboa e docente no Centro de
Estudos Judiciários
“O
Cânone Constitucional Português” por Vasco Rodrigo Duarte de Almeida
Vasco
Almeida nasceu na Figueira da Foz em 1966, mas tem raízes nas aldeias
da Póvoa e Pescanseco do Meio (freguesia e concelho de Pampilhosa da
Serra), sendo actualmente Advogado, docente na Faculdade de Direito da
Universidade de Lisboa e membro da Comissão Nacional de Protecção de
Dados
Inscrições
(1.ª fase exclusivamente para juristas pampilhosenses ou descendentes
de pampilhosenses e para operadores judiciários da comarca de
Pampilhosa da Serra):
Online
– www.casadapampilhosa.org
Ver
Contactos
Internet
– mediante envio de um e-mail prévio para um dos elementos da
organização
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